Quero-queros atacam jogadores do Rondoniense em jogo da Copa Verde

Quero-queros atacam jogadores do Rondoniense em jogo da Copa Verde

Jogo entre Rondoniense e Cuiabá-MT pela Copa Verde foi marcado por "torcedor" ousado na beira do gramado que, em defesa do ninho, atacou jogadores do RSC

Por Porto Velho
Tanaka dribla quero-quero e resgata a bola  (Foto: Lívia Costa)Tanaka dribla quero-quero e resgata a bola (Foto: Lívia Costa)
Céu nublado, tarde quente e mesmo com algumas boas jogadas, um placar zerado até o final do segundo tempo. A partida entre Rondoniense e Cuiabá pela estreia na Copa Verde teve cerca de 150 torcedores na arquibancada, e com lances mornos, quem animou a torcida não estava em campo, mas atrás da trave. Um casal de quero-queros 'roubou' a partida atacando com voos rasantes qualquer jogador que chegasse perto do ninho. 
Kelvinho e quero-quero brigam pela bola na Copa Verde (Foto: Lívia Costa)Kelvinho e quero-quero brigam pela bola na Copa Verde (Foto: Lívia Costa)
Durante os 90 minutos de jogo, as aves estiveram atentas a cada movimento da bola e de quem chegasse próximo. Com o gandula pareceram não se importar muito, mas com o Kelvinho, jogador do Rondoniense, a história não foi a mesma. O jogador foi 'perseguido' em campo. 

No intervalo do jogo os atletas entraram para o aquecimento e depois de um chute ao gol, a bola quase atinge o ninho. Kelvinho ainda tentou buscar a bola, mas foi impedido pelo casal, bravo pela invasão. O árbitro que estava no meio do campo não viu o passe, mas o quero-quero estava atento e colocou o jogador para fora da área.  
O atacante Tanaka foi quem conseguiu recuperar a bola em meios aos ataques dos quero-queros e voltou a treinar ao som dos gritos da torcida e dos pássaros. O drible que serviu de show no intervalo, animou a arquibancada.  

João Almeida, torcedor do Periquito, afirma que desde o início do jogo já estava observando os pássaros, mas que não esperava ver a dificuldade de Kelvinho em buscar a bola. 

- Sem dúvida foi a melhor jogada de toda a partida. Eles estavam agitados devido a movimentação próximo ao gol. Com os gandulas, percebi que eles estavam mais amigáveis, mas quando nosso atacante chegou, o drible foi certo e fez o jogador recuar.  
Gandula e quero-queros (Foto: Lívia Costa)Gandula e quero-queros (Foto: Lívia Costa)
O atacante Kelvinho, conhecido pela torcida como Messi de Rondônia, afirma que teve mais dificuldade em driblar os pássaros do que os jogadores durante a partida. 

- Quando a bola estava lá vi que tinha um ninho próximo, fui com cuidado, mas pensei que conseguiria pegar a bola. Quando vi que eles estavam vindo para cima voltei para o campo. De todos os jogos que participei, esse foi o drible mais marcante – explica Kelvinho.

O biólogo Almério Câmara Gusmão explica que apesar do pássaro Vanellus chilensis ser adaptado com a presença humana, o instinto protetor o torna agressivo quando detecta perigo aos filhotes. 

- Em geral, as aves respondem agressivamente a ataques a seus ninhos. Essa espécie apresenta cuidado parental, cuidado com os filhotes bastante acentuado, o que pode gerar ataques quando se aproxima do ninho, normalmente provocado pelos machos.

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