Há nove anos em construção, presídio de RO tem nova data para conclusão


Há nove anos em construção, presídio de RO tem nova data para conclusão

Novo presídio de Ariquemes deve ser concluído em julho, diz Sejus.
Iniciada em 2008, construção passou por quatro paralizações e saques.

Do G1 Ariquemes e Vale do Jamari
Presídio de Ariquemes (Foto: Jeferson Carlos/G1)Presídio de Ariquemes está em construção há nove anos, mas Sejus diz que será entregue em julho deste ano, finalizada (Foto: Jeferson Carlos/G1)
Após nove anos em construção, as obras do novo presídio de Ariquemes (RO), município na região do Vale do Jamari, possuem uma nova data para a conclusão. De acordo com a Secretaria Estadual de Justiça (Sejus), a nova unidade prisional deve ser entregue para entrar em funcionamento em julho deste ano, depois de quatro paralisações durante os anos e vários saques de materiais.
Com toda a estrutura finalizada, cerca de 10 homens trabalham na área externa e relatam que os serviços estão adiantados. O local terá capacidade total para 360 detentos e o valor inicial da obra foi orçado em R$ 5,4 milhões.
Em julho de 2016, devido à superlotação da Casa de Detenção, a Sejus informou que a obras seriam retomadas após passar por um processo licitatório para a conclusão de 120 celas. O valor desta licitação foi de R$ 1,75 milhão. Na época, o órgão relatou que as primeiras celas seriam entregues em 105 dias, mas nenhum detento foi transferido para o local.
Paralisações
Desde que iniciou em 2008, a construção passou por diversas paralisações. Em novembro de 2012, a empreiteira responsável na época, paralisou as obras alegando falta de pagamento. Cinco meses depois, uma nova empresa retomou o serviço, que deveria ser entregue em 90 dias, mas a construtora pediu a rescisão contratual.
Em 2014, as obras iniciaram, mas paralisaram novamente. Em fevereiro de 2015, as instalações foram saqueadas, e na ocasião foram levados fios de energia elétrica, aparelhos sanitários, lâmpadas, torneiras e diversos outros equipamentos que estavam instalados no prédio que ficava sem vigilância. Um mês depois, os serviços foram retomados e após alguns reparos paralisou outra vez.
Um procedimento de licitação foi realizado em setembro de 2015 para retomar a construção, mas foi considerado fracassada pela Sejus. Apenas duas empresas se apresentaram para concorrer a obra e nenhuma delas estava apta para realizar os serviços.

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